sexta-feira, 22 de outubro de 2021

POETA ANTÔNIO FRANCISCO

                     


         

Por Élder Heronildes


Não é santo, mas tem seus nomes;

Santo repetido no nome, santifica,

Pela poesia que encanta e embeleza.

Transformando um simples ser na

Imaterialidade da vida, é a abstração

Dos versos contaminantes;

Como um fogo que sopra com grandeza

Parecendo transformar o finito no infinito.

Leontino tem razão ao dizer textualmente,

Tratar-se de um “Rio de História no mar da poesia.”

Encantamento do absoluto do universo,

Num abraço telúrico com a materialidade

Da vida.

Ele, o duplo santo,  faz o mar, faz o rio e faz a vida,

Juntando o sagrado e o profano numa eterna alegria;

Fazendo surgir num mavioso canto, aquilo que foi

E continuará sendo, pois há elementos que se fundem

E nunca morrem, sempre renascendo no contato

Rejuvenescedor da terra, do corpo e da alma.

O reencontro é sempre sagrado, recuperando-se

O tempo que nunca se perde, pois o espaço é infinito.

Diversos são os motivos, alguns até inexplicáveis,

Outros que migram do sangue ao coração,

Num enlevo que só a força do bem querer dá a sua

Verdadeira dimensão, na formação de um castelo

que o tempo, que muito pode, não pode destruir.

Há dias que são importantes e de grande significação

Por força da junção de vários elementos;

Outros há, por força de um elemento que naquele

Dia se completou, e existiu, pelas emanações de eflúvios

De dimensões superiores, dando-lhe grande significação,

 Imponência e beleza, fazendo a grandeza do dia,

 Pela sua existência, através de uma poesia

 iluminante e iluminada.

Espero e desejo, neste  dia, que você, ao existir, o fez grandioso,

 “que abra a porta do castelo onde mora o coração,”.

Contaminado por essa lembrança é que senti, vibrar,

No dizer puramente pessoano, “esse comboio de cordas que

Se chama coração.”

Ninguém pode deixar  de seguir as determinações sentimentais

Emanadas o coração.

Eu segui e aqui estou, louvando um grande poeta.




Poeta Antônio Francisco entre os jornalistas Lúcia Rocha e Rilder Medeiros


 

 

 

 

 

O APANHADOR DE HISTÓRIAS E SAUDADES

                            



              A obra O Apanhador de Histórias e Saudades, de Francisco Canindé da Silva, traz documentos, estudos, fotos e  pesquisas sobre pessoas reais, e também narrativas literárias,protagonizadas pelo personagem João Nabu, que conta as histórias que marcaram e marcam  fatos de Mossoró, incluindo biografias e relatos de sua gente viva e em saudosas memórias que, no anonimato ou não superaram e-ou superam obstáculos.
              Cada página lida é como se abríssemos uma caixinha de surpresa, cheia de saudades,  bravuras, superações e muitas recordações.
              O livro saiu pelo selo editorial Sarau das Letras, tem orelha da Doutora Taniamá Barreto e o prefácio do historiador e escritor Geraldo Maia do Nascimento.
             Valor do livro R$ 75,00 
             Contato com o autor: 84 - 98825.3690.

sábado, 16 de outubro de 2021

ENVOLTA EM SILÊNCIOS

                                       Vanda Jacinto com o irmão, que saudosista, homenageia-o 


Vanda Maria Jacinto

Escritora, autora do livro Rabiscando os caminhos da prosa

v.m.j@hotmail.com

 

     Há dias assim, em que os silêncios se fazem necessários, para que a nossa alma possa gritar suas alegrias ou dores e depois voltar lentamente à calmaria.
       Nesses últimos dias, os meus silêncios têm sido mais frequentes. Entre um afazer e outro, tenho me entregado às lembranças – mais do que deveria, talvez.
      Difícil não recordar momentos tão caros do meu viver enquanto família. Quem sabe pelo fato de estar tão longe deles – meus familiares. Angustio-me a cada situação, sejam elas alegres ou tristes, sempre me vejo desejosa e em devaneios… se eu pudesse estar aí com vocêsse não fosse tão longequem sabe um dia, se for possível nos reunamos, pelo menos no Natalse… A história é sempre a mesma.
       Dessa vez, lamentei mais. Não bastassem as incontáveis perdas de amigos ou conhecidos, resultantes da pandemia – o que, por si, já nos deixam fragilizados –, meu irmão mais velho, passou pela transição há poucos dias.
       Lógico que, mais uma vez, não pude estar lá, prestando-lhe minhas homenagens. Fiquei aqui, perdida em meus silêncios, que me transportaram para a minha infância… Incrível, embora permeada de lutas, é desse tempo que sinto mais saudades!
       Foi lá que me fortaleci, meu irmão, e relembrei o quão grandiosa foi sua alma,  sobrepondo-se às suas danações e peripécias de criança e adolescente, e por que não dizer, também da vida adulta.
       Um pouco mais tranquila e, num interlóquio, questiono-me.
       Seriam mesmo as distâncias geográficas as principais causadoras das saudades que nos levam aos silêncios interiores?
       Nesse momento, sim. Mas acredito também que estejam ligados à nossa necessidade de nos mantermos calados diante de determinados estímulos do nosso dia a dia, não importando a sua especificidade.
       O
 que sei é que, desde há muito, eles – os silêncios – têm sido uma constante em meus dias. Reconheço firmemente que, a mim, eles fazem um grande bem e me permitem seguir adiante com mais leveza. O silêncio é aparente, pois minha mente cruza distâncias, toca rostos, traz uma fragrância, leva um abraço.
        Ir além desses silêncios que, aos poucos, vão revelando o meu “eu reagente”, diante dos acontecimentos, só mesmo a escrita me permite extravasar tantos sentimentos.
        Uma coisa é certa: na grande escola da vida, estar em comunhão consigo é um dos privilégios humanos!
        Em algum lugar, alguém já escreveu:

         “Aprender no silêncio – da mãe, que se comunica com o filho,

         Aprender no silêncio – do sábio, que contempla o novo dia,

         Aprender no silêncio – de uma flor, que se abre à luz,

         Aprender no silêncio – da madrugada, que descansa e se refaz,

         Aprender no silêncio – do sol, que se põe e nasce diariamente,

         Aprender no silêncio – da chuva, que purifica e fertiliza profundamente…”

          Ainda acrescentaria…
          Aprender no silêncio - da alma, quando o 'eu' interior se revela.





sexta-feira, 15 de outubro de 2021

NAQUELA MESA

                         

                                                                Ary Araújo e família


Por Marcos Araújo

       “E nos seus olhos era tanto brilho
         Que mais que seu filho
         Eu fiquei seu fã”, Sérgio Bittencourt  

         

      Biblicamente, a mesa sempre foi um lugar importante para a família e a formação.
          No Antigo Testamento, a palavra é usada pela primeira vez em Êxodo, 25:23. Nesse capítulo, Deus entregou a Moisés instruções detalhadas sobre o mobiliário a ser colocado no Tabernáculo, sendo a mesa o primeiro lugar oficial de reunião para o Seu povo: “
Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados”.
        
No Novo Testamento, a mesa e o momento da refeição sempre foram elementos pedagógicos usados por Cristo para ensinar e transformar a vida dos seus discípulos, sendo muito destacada - até nas artes pictóricas - a cena da última ceia - fato relatado quatro vezes em Mateus 26:17-30Marcos 14:12-26Lucas 22:7-39 e João 13:1).

        Aproveitando da simbologia da mesa, posso dizer que na casa dos meus pais, era no entorno dela o principal lugar de nossos encontros. Na minha infância, a escassez alimentar fazia da mesa um local de partilha entre os filhos e, ao mesmo tempo, ambiente de angústia para os nossos genitores, que se alimentavam apenas depois que toda a prole se dava por minimamente satisfeita.
           Também na mesa, éramos disciplinados, com palavras ou 'argumentos' mais enérgicos.
            De certa feita, com uns quatro anos de idade, virei um prato de comida, num desperdício imperdoável à nossa carência. Na mesma hora, recebi um forte tapa, cujos efeitos educacionais servem até hoje. Meu irmão, Evans, o caçula, cometeu idêntica desobediência, com imediata sanção nos mesmos padrões.

        Depois, na nossa fase adulta, os filhos já dotados de renda própria, a mesa da casa dos meus pais se tornou um locus de fartura e de vários encontros memoráveis. Invariavelmente, o mentor e idealizador desses encontros era Seu Ary, o nosso pai. Para juntar a família, ele se fazia um prendado gastrônomo. Com alegria, passava a semana pensando nos quitutes e iguarias que propriamente prepararia para o almoço do domingo. Sua aptidão de mestre cuca sempre esteve voltada para a culinária nordestina, adorando preparar buchada, panelada, sarapatel e tripa de porco frita. Para as noras e netos, fazia doces e bolo de banana. Providenciava tudo sozinho, e passava a semana avisando aos filhos, apenas pelo prazer de vê-los reunidos à mesa.
           Enquanto se bebia e comia, a música imperava. Como bom artista, nosso pai também cantava e declamava algumas poesias. Com timbre espetacular, executava, à capela, canções desconhecidas - e ignoradas - aos tempos de hoje.
           Aliás, foi o nosso introdutor e professor da boa música. Cantava, sem destemor, em qualquer lugar. Era comum nas suas idas ao supermercado e à padaria deleitar os ouvintes com boleros, guarânias e tangos que nossos ouvidos eram afeiçoados: Francisco Alves, Adelino Moreira, Herivelto Martins e Nelson Gonçalves foram nossos comensais em muitos pileques. Índía, Meu Primeiro Amor, Farrapo Humano e Éramos Sete, suas canções  preferidas. Por vezes, sob a execução de Jerry, violinista, ele puxava o coro para um cordão de filhos desafinados acompanhar.
          Ele também gostava de festa e de reunir pessoas em torno da mesa. Na impossibilidade de juntar família e amigos na pequenez da casa, arranjou uma chácara, com a primeira providência de colocar uma mesa gigante, do tamanho do seu coração, que coubesse todos. E, nessa chácara, juntava aos que amava. Para sua tristeza, nos últimos meses, por dificuldade de mão-de-obra doméstica nos finais de semana, o 'almoço' dos domingos deixou de ocorrer.
      Como nosso pai era um historiador oral, etnógrafo, folclorista, poeta, cantor diletante e memorialista, o seu 'palco' era a mesa. A cada encontro, contava os seus 'causos'. Conhecíamos de cor e salteado suas aventuras, vez por outra aumentadas para impressionar os ouvintes. Como na canção: “Naquela mesa ele contava histórias, que hoje na memória eu guardo e sei de cor”.                                 Seus aniversários eram muito esperados – e festejados. Geralmente, duravam dois dias, porque sempre caia no Dia dos Pais. Terminava um aniversário, e ele já começava a planejar o do ano seguinte. Queria convidar todo mundo. A lista começava pequena, em torno de cem convidados, mas já chegou a mais de trezentos. Por ele, convidava a cidade inteira. A contenção vinha dos filhos. A vida para ele era uma festa e viveu intensamente. Sem regras ou limites verbais, nem falsos moralismos, adjetivava os amigos com palavras impublicáveis, para a galhofa do 'desonrado'. Com as mulheres, no entanto, sabiamente, se desdobrava em mesuras.               Depois de um AVC - Acidente Vascular Cerebral - e  alguns dias tristes, ele ultrapassou o umbral da imortalidade no dia 15 de agosto último.
      No transcurso de sua existência, amou, ensinou, cantou e encantou e, para alegrar o céu, Deus o chamou. Restou a mesa vazia. E assim, como na música-homenagem de Sérgio Bittencourt ao seu pai Jacob do Bandolim,
“Naquela mesa está faltando ele, e a saudade dele está doendo em mim”.

                                      


Biografia de Ary Araújo

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

DICAS DE LEITURA

                         

  Autobiografia de Milton Marques de Medeiros 

                                                                   Valor: R$ 50,00

    
Memórias de Milton Marques de Medeiros - O Menino do Poré - autobiografia do saudoso médico, empresário, fundador do Sistema Oeste de Comunicação, Milton Marques, natural de Upanema, mas radicado em Mossoró, por mais de cinquenta anos. Formado pela Faculdade de Medicina da Paraíba, sócio-fundador da Casa de Saúde São Camilo de Léllis, hoje Hospital Municipal de Mossoró Doutor Milton Marques de Medeiros. Organizado pela jornalista Lúcia Rocha, o livro tem duzentas páginas. À venda pelo Whatsapp 84 - 99668.4906 ou nas lojas TCM. 
                Pedidos via Whatsapp
                        84 99668.4906
                            ou e-mail:
                     luciaro@uol.com.br
        Entrega para todo o país pelos Correios. 


     
                    Tibau de Todos os Tempos   

                                                                   R$ 50,00

    Tibau de Todos os Tempos é de autoria da jornalista Lúcia Rocha, sobre a praia do litoral potiguar, fruto de um trabalho de pesquisa contendo o que foi escrito, dito e cantado da antiga vila-praia, emancipada em 1995.
      O livro traz o primeiro texto publicado sobre Tibau, escrito pelo pesquisador estrangeiro, Henry Koster, que passou pelo local em 1810, tendo um artigo publicado em jornal inglês, seis anos depois.         O livro esclarece as origens de suas praias, como a Praia das Manuelas, Praia do Ceará e Praia de Gado Bravo, bem como do seu marco turístico, Pedra do Chapéu, localizada na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. O livro tem mais de duzentas páginas, cerca de oitenta fotos antigas e em preto e branco, com prefácio de Luiz Nazareno de Souza. 
        Pedidos via Whatsapp 84 99668.4906
             ou e-mail: luciaro@uol.com.br
      Entrega para todo o país pelos Correios. 


                           Trio Mossoró

 Valor: R$ 50,00


O livro Minha História - de Oseas Lopes, Trio Mossoró a Carlos André - traz a biografia do trio de irmãos, Oseas, Hermelinda e João Batista que formaram no final dos anos 1950 em Mossoró e logo em seguida, pegaram o rumo do Rio de Janeiro onde fizeram sucesso nos anos 1960, chegaram a vencer prêmios de música nacional. O livro foi escrito por Oseas Lopes em co-autoria com a jornalista Lúcia Rocha e o pesquisador e escritor, Almir Nogueira. O livro venceu o Prêmio Rota Batida, da Petrobrás e saiu pela Coleção Mossoroense, da Fundação Vingt-un Rosado, em Mossoró. Tem apresentação do saudoso jurado muscial, José Messias e prefácio do saudoso cantor, compositor e poeta, Luís Vieira. 
Pedidos via Whatsapp 84 99668.4906
 ou e-mail: luciaro@uol.com.br
Entrega para todo o país pelos Correios. 
  

Família da Volta

                                                             Valor: R$ 50,00

Não Vou Ser Silêncio - Socorro da Volta: Presente - é o segundo livro de autoria de Danielson Silveira. Nesta biografia, Danielson Silveira declara seu amor pela Família da Volta, por seus avós, Zé da Volta e Dona Chiquinha, por suas tias, especialmente, a saudosa Socorro Rodrigues, assistente social do INSS, onde prestou relevantes serviços, inclusive, em nível nacional.
Com prefácio do escritor David de Medeiros Leite, a obra saiu pelo selo Sarau das Letras, com 360 páginas, contendo fotos da família, do Sítio da Volta, onde Zé da Volta deixou para seus descendentes os empreendimentos, como Posto de Combustível e Restaurante da Volta. 
Pedidos via Whatsapp 84 99668.4906
 ou e-mail: luciaro@uol.com.br
Entrega para todo o país pelos Correios. 


   

Biografia de Rosalba

Valor: R$ 30,00

A Ciranda da Rosa - A Trajetória Vitoriosa de Rosalba Ciarlini, esse livro de autoria de Eduardo Colin, é resultado de uma oficina de literatura com a jornalista Lúcia Rocha, que ele fez quando adolescente e lançou-o aos dezessete anos de idade. Com prefácio de Lúcia Rocha, o livro tem 200 páginas, faz parte da Coleção Mossoroense, da Fundação Vingt-un Rosado, Eduardo Colin conta as origens de Rosalba, de tradicional família Ciarlini, originária da Itália. A infância e os estudos de Rosalba, enviada cedo para estudar em Fortaleza, pois havia decidido fazer a faculdade de Medicina, à época, ainda não havia em Mossoró. De Fortaleza, Rosalba vai para João Pessoa, onde foi aprovada no Vestibular e, em meio ao curso, a família passou por dificuldades financeiras e Rosalba quase desiste do curso, mas contou ao jovem escritor como driblou aquela situação. Ex-prefeita de Mossoró, ex-senadora e ex-governadora do estado, Rosalba contou bastidores da campanha vitoriosa de 1988, que a tornou a primeira prefeita eleita da cidade. 

Pedidos via Whatsapp 84 99668.4906
 ou e-mail: luciaro@uol.com.br
Entrega para todo o país pelos Correios. 




Biografia do ator Antônio Ysmael
Valor: R$ 50,00

Antônio Ysmael de Araújo Em Busca do Sim é a biografia do ator mossoroense, Antônio Ysmael, radicado no Rio de Janeiro há cerca de quarenta anos. Escrito por Raimundo Antônio de Souza Lopes, editado pelo selo Sarau das Letras, o livro tem 300 páginas, com orelhas do escritor e editor, Clauder Arcanjo, e prefácio do ator, Bemvindo Sequera, colega de Rede Globo com quem contracenou em algumas novelas. No livro, fotos do ator e familiares em diversos momentos.


Pedidos via Whatsapp 84 99668.4906
 ou e-mail: luciaro@uol.com.br
Entrega para todo o país pelos Correios. 







LANÇAMENTO NA ESCOLA DE ARTE

 

                                                         Escola de Arte de Mossoró


                Quem diria que o lançamento de livro num dia de domingo fizesse tanto sucesso como o de Canindé Silva, servidor público, que foi feliz em escolher esse dia para receber seus amigos e fieis leitores num dia de muito sol e calor, em Mossoró. 
        Foi o que aconteceu no domingo, dia 3 de outubro de 2021, quando Canindé Silva esteve na Escola de Arte, na região central da cidade, a partir das 9 horas até meio dia e retornou às 15 horas, encerrando os autógrafos às 17 horas, com público ainda, inclusive, com a visita da ex-prefeita, ex-governador e ex-senadora, Rosalba Ciarlini, amiga do autor.
        O Apanhador de História e Saudades é o segundo livro de Canindé Silva, que fez boa divulgação em emissoras de rádio e de televisão da cidade.

 




Algo que não deve deixar de ficar registrado foi a diversidade de público no evento de lançamento de Canindé Silva, pessoas ilustres e gente simples, especialmente, do bairro Santo Antônio, em que o autor nasceu e vive ainda. 



Tudo bem organizado, obedecendo as orientações sanitárias, pois ainda estamos em tempos de pandemia. Havia distanciamento nas cadeiras e alcool em gel à disposição. Também havia um carrinho de picolé, distribuído gratuitamente para amenizar o calor. 



          Fila foi formada, tudo foi pensado no público que compareceu à Escola de Arte, que pela segunda vez promoveu um evento voltado para lançamento de livros. O primeiro livro de Canindé foi lançado no mesmo local, em 2019.


Canindé Silva autografando



Rosalba Ciarlini posa com Raimundo Nonato, convidado do autor


        Durante o evento de lançamento do livro, Canindé Silva também inovou ao solicitar aos convidos a levarem alimentos não perecíveis para a ALBEM - Albergue do Bem - uma ONG que abriga gratuitamente familiares de doentes em passagem pela cidade, na qual ele é voluntário. 



Alimentos arrecadados durante o lançamento de Canindé Silva





     


        

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

O APANHADOR DE HISTÓRIAS E SAUDADES

 


Capa


Por Lúcia Rocha
Instagram: @luciarochaoficiall


           O servidor público, Francisco Canindé da Silva, não é um Silva qualquer.
      Há dois anos, resolveu fazer a diferença na terra natal, Mossoró, aquela que é considerada cidade cultural, pela vastidão de opções artísticas e literárias.  
      Então, nada mais conveniente do Canindé Silva  buscar algo relacionado a esse universo para levar sua mensagem através do livro Antes que a Memória Delete, lançado em 2019.
       Sim, a maneira que Canindé encontrou para fazer a diferença foi através da arte de escrever livros com personagens que influenciaram ou ainda influenciam sua formação ou de gerações anteriores a dele.
       Algumas figuras, a maioria anônima do grande público, 
ajudaram a construir a Mossoró que descortina no horizonte, a cidade que outrora era conhecida como libertária e pioneira, em questões históricas em nível nacional.
       Agora, Canindé Silva surpreende seus leitores com o lançamento de O Apanhador de Histórias e Saudades, pelo selo Sarau das Letras. A obra tem  mais de trezentas páginas, orelhas da escritora Taniamá Barreto e prefácio do pesquisador, historiador e escritor, Geraldo Maia. O projeto gráfico é do talentoso Augusto Paiva, foto bem produzida na capa, de autoria de Francismar Guarim de Oliveira e revisão da poetisa, Anchella Monte.     

      Graduado em Administração de Empresas, pela UERN, Francisco Canindé da Silva é alguém de origem simples, oriundo do maior bairro da cidade, Santo Antônio. É natural que como ainda morador do bairro mais populoso da cidade, conheça pessoas que fizeram por onde merecer, mas que infelizmente, não receberam destaque, homenagens ou reconhecimentos ou um simples nome de rua - com raras exceções - seja por parte do poder público, imprensa ou até mesmo pelos conterrâneos.
       Então, neste livro, Canindé decidiu corrigir o que, não somente para ele, é uma injustiça e foi buscar no fundo da sua memória, quem foram, quem são essas pessoas, para torná-las eternas em uma obra literária ou até mesmo para que essa e as futuras gerações saibam que existiram, que fizeram ou ainda fazem parte da cidade, senão ficarão esquecidas com o passar do tempo.
         Canindé é consciente que as pessoas quando perdem os entes queridos e, no caso dele, não somente tem saudades, mas teme que as mesmas fiquem no esquecimento, então, achou importante relembrar e memorizá-las.
         Fez um apanhado de quem são, pesquisou, entrevistou, montou trinta e cinco mini biografias, a maioria delas, já falecidas.
        Canindé também traz questionamentos de algumas problemáticas, como a questão dos usuários de drogas no entorno do Alto do Louvor, bem como sobre o abandono de prédios públicos, que poderiam ser melhor utilizados pelo poder público, como por exemplo, o ACEU – Associação Cultural e Esportiva Universitária.                  
        Canindé traz uma categoria profissional já extinta, as lavadoras de roupas e chegou a entrevistar uma delas com quase noventa anos de idade, para o livro. Com certeza, a juventude não sabe que houve um tempo em que não havia água encanada na cidade e isso gerava receita para a mão de obra desempregada que atravessava a cidade com trouxas de roupas na cabeça para lavar à beira do rio Mossoró, mais precisamente na barragem do Centro ou nas Barrocas.
       As enchentes também são assuntos resgatados no O Apanhador de Histórias e Saudades.
      Mas, atenção: “Não se encontra neste livro relato de pessoas famosas, de grande influência social, mas de pessoas simples, que ganham importância através das narrações cheias de admiração e amizade de Canindé”, assim, Geraldo Maia tão bem resume a obra no prefácio.
      O Apanhador de Histórias e Saudades será lançado neste domingo, dia 3, a partir das 9 horas, na Escola de Arte, à Avenida Alberto Maranhão, pelo valor de R$ 75,00.
     O mesmo pode ser comercializado pelo Pix ou pelo cartão de crédito de duas vezes.
     O livro recebeu apoio cultural da Três Corações, que produz o Café Santa Clara.   
 


                        

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

LANÇAMENTO DE MEMORIAL DA CÂMARA MUNICIPAL



Nesta quinta, dia 2 de setembro, houve lançamento do livro Memorial da Câmara Municipal de Mossoró, no plenário da Câmara Municipal de Mossoró. A ACJUS - Academia de Ciências Jurícias e Sociais - este presente, com seu presidente, advogado e escritor, Wellington Barreto, e outros acadêmicos, dentre os quais, o padre Sátiro Cavalcanti Dantas. Na plateia, vereadores, ex-vereadores, intelectuais, imprensa e representantes dos homenageados.   O lançamento faz parte do projeto Câmara Cultural, promovido pela citada câmara de vereadores e acontecerá no plenário do Legislativo Mossoroense, a partir das 18h.
         A obra é um apanhado da história do Poder Legislativo Mossoroense, desde o ano da emancipação da cidade, em 1853, até o ano de 2020.
         A pesquisa demorou cerca de oito meses para ser finalizada. Os autores são Raimundo Soares de Brito (in memoriam), José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo e Eriberto Monteiro. Também fazem parte da equipe de criação Marcos Oliveira, responsável pela revisão, e Augusto Paiva, que diagramou a obra.
        O principal acervo de pesquisa utilizado foi o arquivo morto da própria câmara municipal.
        A publicação também contou com a parceria da Fundação Aldenor Nogueira: “
Queremos agradecer as pessoas de Izabel Montenegro que confiou este grandioso trabalho de pesquisa a gente, além de Vera Cantídio, da Fundação Aldenor Nogueira, Edilberto Barros, Lucas Praxedes e a dona Ceição, do arquivo da Câmara Municipal”, comentou Eriberto Monteiro. “Eles sempre estiveram disponíveis. São pessoas maravilhosas”, completou.
        Segundo Lawrence Amorim, presidente da Câmara Municipal de Mossoró, “O registro da história do Poder Legislativo de Mossoró é de suma importância e deve ser preservado para que não se perca com o tempo. O mesmo é lançado numa solenidade em reconhecimento ao importante trabalho cultural e social desenvolvido pela Fundação Vingt-un Rosado e pela Coleção Mossoroense”.
         A Fundação Vingt-Un Rosado completou vinte e seis anos em abril passado. Ela é a responsável por manter o selo Coleção Mossoroense, com mais de setenta anos de existência.
         A Coleção Mossoroense é um conjunto de obras publicadas como periódicos, livretos, cordeis e livros que conta a história do povo mossoroense e outras mais.
         O livro Memorial da Câmara Municipal de Mossoró faz parte das comemorações dos centenários de Vingt-un Rosado e Raimundo Soares de Brito e recebe o selo comemorativo de Vingt-un e da Coleção Mossoroense na publicação.

                                                   

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

A ESSE TREM DA VIDA

 



Por Genildo Costa

Dada as circunstâncias desses dias de incertezas e mar revolto prossigo na lida. As minhas pretensões, mesmo assim, são mínimas. Hoje, penso que sou mais de aguardar a disponibilidade de todas as marés, sem muita pressa. De algumas poucas experiências que tive creio que me é suficiente os parcos recursos de que disponho para tocar o trem da vida.
Reconheço que a pressa me persegue e tem sido ingrata. Bem que poderia usar o expediente da cordialidade. Tenho esperado que me conceda o tempo necessário para que eu possa contemplar as últimas violetas que ainda restam pelo jardim de meus fatídicos e escassos dias. Algumas dessas violetas azuis já não mais existem. Perderam o tom de suas cores.Saíram de cena, mesmo assim, tenho que suportar o falso brilhante de meus girassóis de estrada.
Tenho medo, sim, de perder de vista a adolescência de minha alma. Pois, o que ainda me resta é só esse lirismo que traduz, veementemente, todas as minhas fugas empreendidas por esses labirintos de dúvidas, fracassos e decepções.
Se não deu tempo para alçar vôo mais alto foi porque as advertências não foram tão convincentes para uma outra tomada de rumo. Confesso: fui insensato, talvez. Acredito ter sido, até então, prudente, comedido. Breve para com as minhas devoções. Ingrato, às vezes, quando tivemos que acenar às pressas para quem tanto sonhou com a nossa sincera e eterna aliança. Bem sei que não é tão fácil refazer todos os planos que foram projetados quando havia tempo de se programar para o reencontro mesmo com o advento de outras plataformas. Não poderia ser, então, diferente. Traços fortíssimos que revela o quanto parecemos, na práxis, ser mel do mesmo tacho com suas raras exceções. Tão cedo alguém teve que nos deixar saudades para que pudéssemos entender um pouco da transitoriedade desse trem da vida. De tudo que passa, inexoravelmente. Dessas andanças de nômade em busca de um lenitivo prossigo na carruagem desses dias de pressa para reencontrar a mais bela de todas as violetas azuis se é que ainda existem. Acabo, denunciando a mim mesmo para ter que continuar sendo a mesma criatura sem esquecer dessa tenebrosa lira que me persegue e me dá altivez e coragem de resistir a poeira corrosiva de todas as estações. Esqueci de tentar esquecer, realmente, de tudo que fizemos. Não foi possível, mesmo que depois de tantas tentativas. Perdi algumas oportunidades que a mim foram endereçadas. Algumas cartas, ainda continuam endereçadas a sete chaves, adormecidas. Deixo - as, não muito distante, não muito próximas para não ter que comprometer tudo que foi vivido, intensamente. Bem sei que não guardo segredos. Pois, não interessa se ainda hoje ou amanhã vou encontrar em qualquer canto da cidade a chave de mim.
Grossos, 29 de agosto de 2021.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

PROTEÇÃO OU ACESSÓRIO?



                                                                    Vanda Jacinto


Vanda Maria Jacinto

Escritora, autora do livro Rabiscando os caminhos da prosa

v.m.j@hotmail.com

      Por mais incrível que possa parecer, ando sem tempo para muitas coisas. Por isso, aproveito minhas caminhadas diárias, para pôr em ordem as ideias soltas…
      Foi assim, enquanto arrumava a máscara no rosto, que me questionei sobre esse tão precioso acessório unissex, “modelito” 2020/2021. Será ele passageiro, como tantos outros aderidos anteriormente? Ou será que veio para ficar?
      O que sei é que, desde o início dos tempos, quando a instigante serpente conseguiu mudar os rumos do paraíso, foram surgindo as mais variáveis vestimentas e os acessórios ganharam vida, passando a integrar nossas indumentárias. Uma folha de parreira aqui, um ossinho no cabelo ali, um cinto marcando a cintura, uma fivela no cabelo, uma argola para realçar o pescoço, um batom para embelezar o sorriso; e, assim, vamos nos enfeitando na efêmera passagem por esta vida.
       Impressionante como somos influenciados pelos modismos. Não importa se a moda-estação não combina com a nossa região geográfica, o negócio é estar “antenado” com as novas tendências. Um exemplo claro disso é o uso de calças jeans apertadas – principalmente em lugares muito quentes, como a nossa cidade –, mesmo sabendo que não faz bem à saúde, é frequente o seu uso. Aliás, quanto mais apertada a calça, mais a moda ganha força!
       Assim acontece em inúmeras situações. Acho que, propositadamente, os modismos não vêm acompanhados de bula, sabe, mostrando os efeitos colaterais de suas práticas. Tipo: brincos grandes e pesados podem rasgar a orelha; cuidado com os batons com chumbo na fórmula – podem acarretar problemas nos lábios –; os óleos corporais, tão perfumados e propagados, não hidratam a nossa pele. As tendências de moda de roupa acompanham as estações, portanto, segui-las fielmente é usá-las por tempo determinado e não para todo o sempre ou até que sirva para alguém... E, assim, a carruagem anda...
       Agora, um modismo que está em alta já há algum tempo, e tão cedo não nos deixará, é o culto à “aparência jovem”. Esse veio para ficar! A longevidade sempre foi algo que inquietou o ser humano, enquanto “ser vaidoso”. Os avanços nessa área têm sido alarmantes. Plásticas cirúrgicas, atividades físicas, aplicações de produtos “milagrosos”, alimentação balanceada, complementos vitamínicos, só para citar alguns dos muitos cuidados que se vêm tendo. Com isso, a média de vida tem aumentado e, junto a tudo isso, a ideia (ainda que falsa) da eterna juventude.
        Foi-se o tempo em que uma senhorinha de cinquenta anos tinha como passatempo debulhar o terço pela manhã, tarde e noite; além, é claro, de fazer mimos de tricô ou crochê para toda a família. O mesmo acontecendo com seu companheiro, que, também, mudou totalmente a rotina. Não se vê mais os senhorzinhos nas praças, voltados para os jogos de tabuleiros, ou jogando conversa fora numa roda de amigos. No entanto, as pistas de caminhadas e academias estão abarrotadas deles.
         A prática de atividades aeróbicas e de musculação por pessoas da “melhor idade” toma boa parte dos espaços fitness. Não mais querem se ocupar de trabalhos manuais. A moda da vez é: pilates, ioga, hidroginástica, musculação, caminhadas, pedaladas etc. Essas estão entre as suas atividades preferidas.
         Como tudo tem dois lados, até certo ponto isso é bom. Todavia, quando o bom senso deixa de funcionar, a coisa pega! Quando o exagero sobe à cabeça, fica difícil contornar a situação. Lembro-me de um episódio que até hoje me faz rir… Uma senhora de oitenta e quatro anos, toda encarquilhada, chegou à academia exigindo um programa de musculação. Na melhor das intenções, o professor quis mostrar, como opção, a atividade de hidroginástica, mas ela, de pronto, mal olhou o grupo e foi logo dizendo: “Não! Isso é coisa para velho!” Então é isso, às vezes o pensamento e a vontade andam muito à frente da lógica!
          Mas, voltando ao nosso assunto primeiro…
          A máscara de proteção, seja ela caseira ou não, estou convicta de que a usaremos para todo o sempre, lógico que, em alguns casos específicos, não tão frequentemente como está sendo hoje. Mas, o alerta deve permanecer. Assim como o uso obrigatório dos cintos de segurança nos carros, que foi uma luta para nos acostumarmos, acredito que com as máscaras também vai se repetir a história. Eu mesma, de início, vivia esquecendo, não conto as vezes em que voltei chateada do meio do caminho, para pegá-la; no entanto, agora, não saio sem que a coloque!
           No momento, as máscaras caseiras – hoje produzidas em larga escala –, não mais para suprir a falta das industrializadas, mas acompanhando as tendências de modelos e estampas, é o acessório mais propagado. Combinar a máscara com o look da vez é a melhor pedida. A diversidade de cores, modelos e materiais, é infinita! É bom poder tornar leve e divertido algo que se tornou obrigação e salvação para muitos. 
          Pode até ser exagero de minha parte, mas já vejo, nas vitrines das lojas, os manequins com máscaras combinando com o figurino em exposição.
          Como proteção ou acessório, o importante é usá-la. E proteção nunca cai de moda.
          Fique em casa. Mas se for sair, use a máscara! 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

ESSA OU AQUELA? A PRIMEIRA OU A ÚLTIMA?




Vanda Maria Jacinto

Escritora, autora do livro Rabiscando os caminhos da prosa

E-mail: v.m.j@hotmail.com

       Uma vez por ano, quando da visita ao oftalmologista - para consulta de rotina - passo por aperreios bem peculiares à situação. 
        Na sala de espera já começo a me angustiar. Nunca sei se vou acertar os questionamentos que ele – o oftalmologista – me faz durante a consulta...

Não sei, mas não te incomoda quando o profissional fica mudando aquelas lentes, e te perguntando: essa ou aquela? A primeira ou essa? Essa última ou a segunda? Fico toda perdida. São tão parecidas que nunca consigo distingui-las!

Diante de tanta modernidade, fico me questionando se ainda não inventaram algo mais eficaz...  Sinceramente, considero essa metodologia ultrapassada e deficiente. Não é possível que ainda não tenham inventado algo melhor e mais prático.

Sem ter como adiar esse momento anual, o jeito é enfrentá-lo...

Por não ter escolhido adequadamente o meu último corretivo, para a minha visão deficiente, cá estou eu sofrendo a mesma fobia. Movida pela estética, adquiri uma armação com hastes brancas. Em pouco tempo, estavam tingidas de vinho, conforme a cor das minhas madeixas. Assim sendo, bem antes da famigerada consulta, tive que me submeter ao incômodo de outra, pois incoerente seria trocar somente a armação.

Após a decisão tomada, encaminhei-me para o consultório. Enquanto aguardava a vez, fiquei imaginando como agiria durante a consulta. Seria sincera dessa vez, diria que não me sinto bem com aquelas mudanças de lente e aproveitaria para solicitar outro jeito. Com certeza, ela iria me atender...

De repente, a atendente falou num tom que só as atendentes de consultórios oftalmológicos conseguem:

Dona Vanda, pode entrar.

Depois de justificar o motivo antecipado da minha estada ali, sentei-me na cadeira própria e, acreditem, fiquei muda. E o processo teve início. Essa ou essa? A primeira ou a última? A última ou a segunda?

Enfim, apenas balbuciei que nunca acertava as lentes, o que pelo jeito não afetou em nada, pois ela prosseguiu a sua rotineira consulta.

Saí desolada da clínica, porém, mesmo assim, fui para a ótica. Adoro escolher a armação – momento lúdico para mim!

Armação escolhida, novo processo de medição não sei de que – outra coisa que nunca sei qual a serventia –, mas me submeti.

Dias passados me ligaram da ótica avisando que os óculos haviam chegados. Fui o mais rápido possível!

Assim que peguei o meu novo corretivo visual, me decepcionei. Havia novamente feito uma escolha errada, as suas hastes também tinham detalhes em branco, mas já era tarde; e isso não foi tudo. Não conseguia enxergar nitidamente com os novos óculos. Algo estava errado.

Medidas e conferências foram feitas e nada de se achar o problema. De volta ao consultório, a atendente também confirmou a receita. Estava tudo certo.

Depois de muita peleja, voltei à ótica e mandei trocar as lentes pelo mesmo grau dos óculos antigos.

Depois do caso passado, toda feliz, verificando no espelho, todos os ângulos possíveis e imagináveis – com os novos óculos, fiquei sabendo que a única diferença entre as receitas estava exatamente na mudança ocorrida no “eixo”, resultante daquele processo lá do início do texto... Essa ou aquela? A primeira ou a última?

Portanto, fique esperto, ou melhor, de olho bem aberto, quando for à uma consulta no oftalmologista, e nunca permaneça nas dúvidas em relação àquelas lentes!

Eu? Já estou preocupada com a minha próxima consulta... 

quarta-feira, 28 de julho de 2021

AVISO DA FUNDAÇÃO VINGT-UN ROSADO

                      Comunicado do presidente da Fundação Vingt-un Rosado


Dix-sept Sobrinho, ao lado de banner do pai, Vingt-un.

Venho por meio deste comunicar:

1. A Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense está situada no terceiro andar na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, localizada na praça Dorian Jorge Freire, 17 - Centro - Mossoró.
2. Estamos reorganizando todo o acervo lá. Continuamos dispondo para pesquisa, empréstimo, vendas e doação, dependendo da disponibilidade da obra.

3. Um site das instituições citadas está disponível no www.colecaomossoroense.org.br

4. Continuamos publicando obras pelo selo da Coleção Mossoroense.

5. Raniele Alves continua nos prestando seus serviços.

6. Eriberto Monteiro é o nosso editor e quem deve ser contatado na Biblioteca Ney Pontes Duarte no interesse de publicações.

7. Estamos aguardando sua visita virtual ou presencial. Como disse tantas vezes Vingt-un Rosado: "A Coleção Mossoroense está viva".

Cordialmente,
Dix-sept Rosado Sobrinho,
Presidente da Fundação Vingt-un Rosado.